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sábado, 14 de agosto de 2010

Rio: presa médica ligada a caso de menina vítima de maus-tratos

14 de agosto de 2010 10h16 atualizado às 11h31

Médica chorou ao entrar na viatura Foto: Fábio Gonçalves/O Dia Médica chorou ao entrar na viatura
Foto: Fábio Gonçalves/O Dia
A médica Sarita Pereira, coordenadora da Pediatria do Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, foi presa na manhã deste sábado em um condomínio em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio do Rio de Janeiro. Sarita é acusada de contratar um falso médico que teria cometido erros no atendimento à menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, 5 anos, que morreu na sexta-feira.
Sarita chorou ao entrar na viatura. Uma equipe da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) também esteve na casa do falso médico, o estudante do 5º período de Medicina Alex Sandro da Cunha Silva, 33 anos, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O estudante não foi encontrado e é considerado foragido.
Na sexta-feira, a Justiça decretou a prisão da coordenadora e do estudante do falso médico que atendeu a criança. A criança passou seis dias em coma no CTI de uma clínica, em Botafogo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Sarita e Alex foram indiciados por tráfico de drogas, falsidade ideológica - pois o estudante atuava com registro de outro médico - falsidade material e exercício irregular de medicina, com resultado de morte. Se condenados, eles podem pegar até 30 anos de prisão.
"Ela se uniu ao falso médico para cometer esses crimes. A motivação, o interesse, seria em lucrar, já que o serviço exercido por ele era cobrado como se fosse de um médico", disse o titular da Dcav, delegado Luis Henrique Marques Pereira. Quem tiver pistas de Alex pode ligar para a delegacia - (21) 2333-4118.
Ainda segundo o delegado, o processo será desmembrado. Ele aguarda o resultado da necrópsia de Joanna para encerrar também o processo de maus-tratos. De acordo com Luiz Henrique Marques, as investigações devem se encerrar antes do prazo de 30 dias da prisão temporária dos acusados.
Entenda o caso
Joanna morreu no início da tarde de sexta-feira no Hospital Amiu, em Botafogo, na zona sul, onde estava internada em coma desde o dia 19 de julho. Segundo o hospital, a menina sofreu uma parada cardíaca.
A menina foi internada no CTI do hospital da zona sul com um edema cerebral, hematomas nas pernas e sinais de queimaduras nas nádegas e no tórax, segundo parentes. A suspeita era que ela teria sido espancada e torturada pelo pai. O caso foi levado para a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav).
Na investigação, a polícia descobriu que a menina havia sido atendida em outro hospital, o Rio Mar, na zona oeste, onde um falso médico teria dado alta a ela quando ainda estava desacordada. Ele foi identificado como um estudante do 5º período de Medicina.
Em depoimento, o estudante afirmou que havia sido contratado por Sarita Pereira, que teria uma clínica que prestava serviços ao Rio Mar. Ainda segundo a polícia, Souza afirmou que a mulher forneceu a documentação e o carimbo com nome e a inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) de um médico para que ele usasse nos atendimentos.
O Dia
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